quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Festival de cinema político na Argentina recebe inscrições

O FICIP – Festival Internacional de Cinema Político aceita, até o dia 17 de fevereiro, inscrições de obras para sua 6ª edição, que será realizada de 12 a 18 de maio em Buenos Aires, na Argentina.
Foto: ReproduçãoO evento propõe-se a reconhecer e divulgar obras cinematográficas dedicadas à reflexão sobre a vida política. Filmes brasileiros de ficção ou documentário com a temática pertinente ao evento podem se inscrever para a Competição Internacional Oficial.
Além da mostra competitiva, o FICIP promove ainda seções paralelas, como a “América Latina” (destinada a promover obras latino-americanas); “Premiados em festivais” (exibição de obras premiadas em edições anteriores do festival); e “Tributo” (homenagem a cineastas que se destacaram no âmbito do cinema político).
A Competição Internacional Oficial será dividida nas categorias de curtas-metragens (com duração de até 30 minutos), médias-metragens (de 30 a 60 minutos) e longas-metragens (com mais de 60 minutos). Para serem elegíveis, as obras devem ter sido finalizadas a partir de 2013.
Os filmes podem ser exibidos no idioma original de cada proponente, contanto que apresentem legendas em espanhol. As inscrições são feitas por meio do envio de duas cópias dos filmes em DVD para o endereço indicado no regulamento, acompanhadas do formulário de inscrição preenchido.
Mais informações no site ficip.com.ar.

Edital fomenta acervo digital sobre povos indígenas



Com recursos de aproximadamente R$ 1,4 milhão, o edital Povos Originários do Brasil está aberto até o próximo dia 10 de fevereiro para receber projetos de pesquisa focados em coletar, recuperar, conservar e disponibilizar para acesso público, via internet, acervos de interesse científico e cultural de bens do patrimônio indígena brasileiro.
Este edital faz parte de uma política do Ministério da Cultura (MinC), lançada em 2013, de apoio ao desenvolvimento de acervos digitais da cultura brasileira, resultado de parceria entre a Secretaria de Políticas Culturais (SPC) do MinC e as universidades federais de Pernambuco (UFPE) e de Goiás (UFG). O primeiro edital lançado teve como tema Preservação e Acesso aos Bens do Patrimônio Afro-Brasileiro
Entre os 24 selecionados neste primeiro edital está o projeto O direito às memórias negras: Preservando o patrimônio Afro-brasileiro nas coleções do Jornal O Exemplo (1892-1930), da historiadora Maria Angelica Zubaran. Como resultado, foram digitalizados 368 exemplares do periódico da imprensa negra que circulou entre os anos de 1892 e 1930 na cidade de Porto Alegre (RS).
A historiadora destaca que o fomento a acervos digitais dessa natureza democratizam o acesso ao conhecimento de temas muitas vezes negligenciados, ampliam o material de trabalho de pesquisadores e escritores de livros didáticos e permitem uma nova leitura da história. 
"Esse trabalho valoriza essas memórias negras e possibilita à comunidade afrobrasileira uma outra dimensão da sua construção e formação histórica. Contribui para a autoestima dessas populações, que durante muito tempo foram representados de forma negativa, principalmente na mídia. E isso teve um impacto muito destruidor, muito negativo para a formação das identidades de matriz africana", completa Maria Angelica.
Outra contribuição nesse sentido foi dada pelo projeto Memória e História de uma trajetória diaspórica: M. G. Baquaqua – escravidão e abolicionismo no Brasil e América do Norte, também apoiado pelo MinC, dirigido pelo historiador Bruno Verás. Também conhecido como projeto Baquaqua, o trabalho foi responsável pela tradução da única autobiografia, até então conhecida, escrita por um ex-escravo que viveu no Brasil.
Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em 1820, em Dijougou, onde hoje é o norte do Benim, e foi enviado ao Brasil em um navio negreiro, chegando em uma praia no norte de Pernambuco em 1845, época em que o comércio transatlântico de escravos já era proibido no País. Vendido para um capitão de navio, viajou ao longo da costa brasileira parando no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Durante uma viagem a Nova York, em 1847, ele foi capaz de escapar da escravidão, morando posteriormente dois anos no Haiti.
Para obter mais informações e tirar dúvidas sobre o edital Povos Originários do Brasil, escreva para o endereço eletrônicopovosoriginariosdobrasil@ufpe.br.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

MinC e Ipea constroem bases para parceria de longo prazo


O Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) deram mais um passo para o estabelecimento de uma parceria de longo prazo nesta quinta-feira (04). Em reunião liderada pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, e pelo presidente do Ipea, Jessé Souza, a equipe do MinC apresentou um conjunto de demandas de produção de dados, indicadores e estudos sistemáticos para subsidiar a elaboração, a avaliação e o monitoramento de políticas públicas.

"Encaminhamos essa parceria porque trabalhamos o tempo inteiro com a ideia de qualificar o Estado e isso é capacitá-lo a ter políticas sustentadas em dados, em informações. E o Ipea tem uma responsabilidade e uma possibilidade de contribuir", destacou Juca Ferreira. De acordo com o ministro, a falta de informações qualificadas faz com que os impactos econômico, simbólico e cidadão da cultura ainda sejam subdimensionados e desvalorizados enquanto vetores do desenvolvimento do país.

"Aprofundar essa parceria com o MinC é extremamente importante para o desenvolvimento brasileiro. Há uma  tradição, em todo o mundo, em perceber o material, o capital econômico, mas o capital cultural é fundamental. A partir da cultura você pode ter desenvolvimento econômico e não o contrário", afirmou o Jessé Souza.
As demandas apresentadas pelo MinC foram divididas em cinco eixos. O primeiro diz respeito a mensuração econômica da cultura, analisando seu mercado de trabalho, a circulação de serviços e obras no ambiente digital e os processo colaborativos, por exemplo. O segundo à captação das práticas culturais e uso do tempo livre. O terceiro pretende apontar transformações culturais impulsionadas por políticas sociais e o quarto avaliar especificamente as políticas do MinC. O quinto, por fim, contempla estudos de marcos regulatórios relacionados à cultura. 

Uma vez recebidas as demandas, a equipe do Ipea agora analisará sua capacidade de respondê-las, avaliando como extrair ou inserir a pauta cultural em pesquisas e levantamentos que o instituto já realiza e apontando a viabilidade de produzir trabalhos específicos para este setor. O objetivo dos dois órgãos é construir um acordo de cooperação baseado numa agenda de trabalho de curto, médio e longo prazo. Também faz parte da proposta incluir na agenda uma rede de universidades e institutos de pesquisa. 

Como primeiro produto desta parceria, o Ipea deverá realizar um corte cultural na pesquisaRadiografia do Brasil Contemporâneo, que já está sendo produzida pelo instituto para captar transformações significativas pelas quais o país passou nas últimas décadas. Outra prioridade será analisar a produção, circulação e regulação da música no Brasil. 

Millward Brown anuncia previsões para mercado de digital e mídia em 2016


A Millward Brown realizou um estudo e divulgou suas previsões para as áreas de mídia e digital em 2016. A importância do contexto, o marketing de conteúdo e as novas plataformas de vídeo para mobile e a TV conectada são algumas das tendências abordadas no estudo.
Confira abaixo o que a empresa considera como sendo sete tendências para este ano:
1 - Muito além do online e do mobile, nasce o marketing de contexto:  em 2016 os profissionais de marketing planejarão a mídia online e mobile de forma mais sofisticada, buscando incrementar as sinergias do mídia mix. Eles reconhecem os diferentes contextos nos quais os seus conteúdos são consumidos e esse ano irão diferenciar o consumo de mídia pela forma que os usuários interagem com o conteúdo e não por plataforma. 
2 - Marcas inteligentes repensarão como criar anúncios eficazes para o mobile: o segmento continuará sendo atraente para marcas e consumidores, à medida que a conexão de internet se torna mais rápida e as telas dos smartphones ficam maiores e melhores. Se as marcas quiserem causar um impacto significativo em 2016, será essencial que considerem o mobile logo no início do planejamento e do processo criativo, principalmente em formato de vídeo. O desafio estará em superar a baixa receptividade dos consumidores e entender como chegar ao público de uma maneira que seja relevante para a marca e com maior aceitação do target. 
3 - O Header Bidding impulsionará mudanças na compra programática: a eficiência da ferramenta vai gerar uma onda gigante de mudança por todo o cenário do marketing digital. Em 2015, as principais empresas de publicidade digital adotaram o CPM visualizável (vCPM), o que significa que os anunciantes pagariam apenas por impressões visualizáveis, ao invés de pagar por todas as impressões distribuídas. O header bidding ou o pre-bid é a mais recente tendência em compra programática. E os CPMs visualizáveis precisam encontrar seu lugar nesse contexto.  À medida que a adoção de impressões visualizáveis migrar para publishers e plataformas menores, a indústria será pressionada a entrar em um acordo sobre ter uma definição mais específica de viewability.
4 - A TV Conectada não eliminará a publicidade em TV tradicional em 2016: apesar da profunda mudança nos hábitos de consumo de conteúdo audiovisual, não acreditamos na fuga dos investimentos em propaganda ainda esse ano. A publicidade segmentada na TV otimizará o investimento ao entregar o anúncio apenas para os domicílios mais relevantes. E também oferecerá às pequenas marcas locais a oportunidade de usar a TV para anunciarem. No entanto, o ano de 2016 será um ponto decisivo em visualizações de conteúdo em vídeo que representarão implicações reais para o futuro da publicidade na TV.
5 - Marcas desperdiçam bilhões quando não adaptam as criatividades de seus vídeos para diferentes formatos: muitos profissionais de marketing ainda não sabem lidar com a nova matriz de formatos de publicidade em vídeo (TV tradicional, TV conectada, mobile e desktop), causando desperdício de boa parte do orçamento de mídia. A publicidade online será o formato com crescimento mais rápido em 2016, porém, hoje em dia muitos vídeos online ainda são comerciais de TV readaptados que não necessariamente foram testados para o online. Dentro do espaço online, a necessidade de ser interessante, evitar resistência e gerar impacto da marca nos primeiros 2, 5 ou 10 segundos também apresenta três desafios criativos estruturais muito diferentes.
6 - O marketing de conteúdo na pauta do alto escalão: cada vez mais, as marcas têm se tornado criadoras de conteúdo e por isso a plataforma será destaque na agenda corporativa em 2016. É importante lembrar que para ter sucesso com o marketing de conteúdo é preciso oferecer algo de relevante. Marcas que contarem histórias cativantes atrairão audiência, desde que o conteúdo seja apropriado para elas. Para conseguir ser autêntico e convincente em uma plataforma de um publisher, por exemplo, a marca anunciante precisará encaixar-se no mesmo contexto do veículo.
7 - O marketing focado na jornada de compra do consumidor unificará as vendas e o planejamento de mídia: em um mercado cada vez mais dinâmico e digital, os profissionais de ambas as áreas trabalharão juntos para alcançar objetivos de vendas e de construção de marca. Diferentes tecnologias e plataformas digitais transformaram tanto o comportamento do consumidor quanto a forma de fazer negócios, de forma que já não podemos tratar um separadamente do outro. Em 2016, os profissionais de marketing terão que alinhar os pontos de contato entre mídia e vendas. 
O conteúdo completo das Previsões 2016 para Mídia e Digital da Millward Brown pode ser baixado no site da empresa (clique aqui).

Homens têm visão machista sobre participação da mulher no carnaval de rua

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Pesquisa feita pelo Instituto Data Popular, como contribuição à campanha Carnaval Sem Assédio, do site Catraca Livre, mostra que a maior parte da visão masculina ainda é machista em relação à participação de mulheres nos festejos de rua.

A pesquisa foi feita entre os dias 4 e 12 de janeiro, com 3,5 mil brasileiros com idade igual ou superior a 16 anos, em 146 municípios.

“O que existe por parte dos homens é uma naturalização do machismo”, disse hoje (6) àAgência Brasil o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. De acordo com a sondagem, 61% dos homens abordados afirmaram que uma mulher solteira que vai pular carnaval não pode reclamar de ser cantada; 49% disseram que bloco de carnaval não é lugar para mulher “direita”; e 56% consideram que mulheres que usam aplicativos de relacionamento não querem nada sério.

Segundo Meirelles, o homem ainda tem uma visão de que a mulher é propriedade dele e que ela é feliz dessa forma, “como se a mulher tivesse que ser grata pela grosseria dele”. A pesquisa confirma a percepção distorcida do sexo masculino que a mulher, ao participar de bloco de rua, quer ser assediada. “Isso tem a ver com o processo histórico-cultural no Brasil”, disse.

Renato Meirelles lembrou que qualquer tipo de abordagem sem o consentimento da mulher é assédio. E o assédio, além de ser moralmente errado, dependendo do tipo é crime, e moralmente não funciona, lembrou.

A sondagem revela também que na percepção de 70% dos homens, as mulheres se sentem felizes quando ouvem um assobio, 59% acham que as mulheres ficam felizes quando ouvem uma cantada na rua e 49% acreditam que as mulheres gostam quando são chamadas de gostosa.

O lado feminino do assédio será objeto de outra pesquisa que o Instituto Data Popular divulgará mais adiante.