terça-feira, 21 de outubro de 2014

"Maior Barato" recebe o show Alagoano nesta quarta (22)


Idealizado pelos artistas Jan Claudio e Eduardo Proffa, do Nó na Garganta, e pela Orquestra de Cordas Caetés, o show Alagoando é a atração desta quarta-feira (22), no projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato. Apresentando obras musicais e literárias de grandes artistas locais, Alagoando resgata pérolas da cultura caeté, mostra obras consagradas e dá voz a novos artistas, além de trabalhar músicas e poesias autorais. 

Outro atrativo da noite é a lista de convidados especiais, com nomes como Basílio Sé, Júnior Almeida, Irina Costa, Kel Monalisa, Wilma Araújo, Elissa Maia, Embracanto, Gal Monteiro, Helga Soares, Herman Torres, Luciana Guimarães, Myrna, Naldinho, Osman, Renata Peixoto, Roberto Barbosa, Toinho Antunes e Wilson Miranda. Durante o show acontece também o projeto Ciranda Cultural, que consiste em doação de livros, CDs e DVDs de diversos artistas alagoanos para a plateia. A ideia do projeto é de propagar a arte e a cultura alagoana. Alagoando – Nó na Garganta e Orquestra de Cordas Caetés. 

Teatro Deodoro (Centro de Maceió). Dia 22 de outubro, às 19h. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia), à venda na bilheteria do Teatro Deodoro, a partir das 14h. Informações: (82) 3315-5656 / 8807-5064 / 9444-1565 / www.teatrodeodoro.al.gov.br / ascomteatro.blogspot.com.

Sesi-SP abre edital para seleção de projetos culturais

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) abriu Edital de Chamamento 2015 para seleção de projetos culturais. O edital contempla as linguagens de Artes Cênicas, Música, Literatura e Artes Visuais, além de uma nova categoria nesta nova fase: Audiovisual.
Os trabalhos selecionados poderão integrar a programação cultural de 2015 dos centros de atividades e espaços alternativos da instituição na capital, Grande São Paulo e interior do Estado. Uma das principais novidades nesta edição é o lançamento de um sistema de captação online.
Na área de Literatura, o edital selecionará propostas de pessoas físicas ou jurídicas de todo o Brasil. Os escolhidos farão parte das atividades do Sesi Literatura Viva, que promoverá encontros literários, narração de histórias e oficinas literárias. Em Artes Cênicas, duas novas modalidades serão contempladas: Montagens Internacionais e Teatro nas Indústrias.
Montagens Internacionais contempla a captação de projetos de companhias e artistas de outros países, promovendo a difusão e o intercâmbio entre culturas e povos nas vertentes das Artes Cênicas, especialmente o teatro, a dança e a performance. Já Teatro nas Indústrias tem como objetivo a apresentação de espetáculos curtos e/ou esquetes que tenham como tema central a Segurança no Trabalho, a Saúde, o Trabalho em Equipe e a Cidadania, entre outros temas voltados ao aprimoramento profissional e pessoal de trabalhadores da indústria.
Assim como nos editais anteriores, também serão selecionadas montagens para produção do Sesi-SP que, posteriormente, poderão se apresentar em um ou mais teatros da instituição, em continuidade ao projeto Sesi Viagem Teatral, nas seguintes modalidades: Arte-educação; Montagens Cênicas Não Inéditas; e Montagens Cênicas Inéditas, sendo que nesta última, o projeto deverá incluir a realização de uma oficina (com carga horária mínima de três horas) e uma palestra (com carga horária de uma hora de duração).
Na modalidade Música, haverá seleção de projetos destinados a formações instrumentais, vocais e de conjuntos musicais de diversos gêneros da música nas vertentes Popular e Erudita, inclusive na nova modalidade Série Internacional, que contempla a captação de projetos de grupos e artistas de diferentes partes do mundo, promovendo a difusão e o intercâmbio entre países por meio da música. O Sesi-SP selecionará ainda, especialmente para as unidades escolares da instituição, propostas voltadas à vivência musical de forma lúdica e interativa – para o programa Ação Arte-Educação.
Produções em Artes Visuais – tais como pintura, escultura, gravura, desenho, fotografia, instalação, novas tecnologias e outras experiências artísticas – serão selecionadas para as seguintes modalidades: Espaço Galeria Sesi-SP, Galeria de Arte Digital Sesi-SP e Ocupação Artística no Sesi-SP. Para o primeiro, as propostas devem ser de exposições itinerantes de obras inéditas ou não inéditas, individuais ou coletivas, voltadas aos espaços expositivos localizados nas unidades do Sesi-SP do interior do Estado.
Os projetos para a Galeria de Arte Digital Sesi-SP, localizada no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, na avenida Paulista, são dirigidos a obras artísticas que serão exibidas em vídeo na fachada do edifício-sede Fiesp/Sesi-SP, com propostas que possibilitem a mistura de linguagens e o intercâmbio entre diferentes culturas. As propostas devem seguir os critérios: ineditismo, criatividade e diálogo com o público.
Já para a modalidade Ocupação Artística no Sesi-SP, as obras deverão ser concebidas para espaços alternativos determinados pelo Sesi-SP. Essas plataformas expositivas, como muros, arquibancadas, jardins e janelas, entre outros, recebem interferências produzidas a partir de técnicas e materiais diversos, como graffiti, pintura, cartazes lambe-lambe, adesivo ou instalações.
A programação da linguagem Audiovisual do Sesi-SP consiste na exibição gratuita de filmes nacionais e internacionais reconhecidos pela crítica, oferecendo alternativas às produções que são exibidas nos circuitos comerciais. Além disso, a proposta é possibilitar novas formas e ambientes para a apreciação da arte cinematográfica. Com esses objetivos, o edital seleciona projetos de exibições digitais e em telas de grandes dimensões, voltados a espaços ao ar livre, para compor o projeto Cine Sesi-SP Open Air.
As inscrições devem ser realizadas até o dia 13 de novembro, exclusivamente pelo sitewww.sesisp.org.br/cultura.

Festival de cinema em San Diego recebe filmes

Estão abertas até 7 de novembro as inscrições para a 22ª edição do LatinoFilm – Festival de Cinema Latino de San Diego, nos Estados Unidos. O evento seleciona obras de curta ou longa-metragem de realizadores latinos ou com temática voltada para a comunidade latina para mostras competitivas e informativas. O festival acontece de 12 a 22 de março de 2015.
Realizadores brasileiros podem se candidatar às vagas nas mostras competitivas de Longas-Metragens (para filmes com mais de 40 minutos nas categorias ficção ou documentário), Curtas-Metragens (com no máximo 40 minutos de duração, também nas categorias ficção ou documentário) e Filmes Juvenis (obras realizadas por cineastas com até 18 anos de idade, em qualquer gênero ou duração).
Os interessados devem realizar suas inscrições por meio da plataforma do site Withoutabox. Para curtas-metragens é cobrada uma taxa de 40 dólares, já para os longas o valor é de 60 dólares. O processo pode ser realizado inteiramente pela internet, incluindo o envio do filme em arquivo digital. Serão aceitas as obras finalizadas a partir de 2013.
Mais informações no site sdlatinofilm.com.

Ativistas protestam no Rio contra fechamento do Museu da Maré

Artistas, ativistas e moradores do Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, e de outros locais da capital fluminense fizeram neste fim de semana (18) um ato em defesa do Museu da Maré. Durante todo o dia, o grupo promoveu atividades artísticas, além de performances para pedir a permanência no espaço na Avenida Guilherme Maxwell, que, desde 2003, é um centro de referência para os moradores da região. O ato terminou com uma passeata pela Avenida Brasil.

Segundo o coordenador e fundador do museu, Luiz Antonio de Oliveira, o espaço deve ser desocupado e entregue até dia 9 de dezembro. "O Grupo Libra de Navegação é proprietário do espaço do museu e nós tínhamos um contrato de comodato, estamos aqui desde 2003. O contrato terminou no fim do ano passado, fizeram uma minuta de renovação, a gente assinou mas não voltou ainda, e agora chegou o pedido para que nós deixássemos o espaço. E ele não dizem o que pretendem fazer aqui, se está à venda. A gente fica só especulando, tem a questão da UPP [Unidade de Polícia Pacificadora] que está para entrar aqui na Maré, pode ser especulação imobiliária, ou pode ser outra coisa”, disse Oliveira.

O espaço tem biblioteca, arquivo, laboratório de informática, espaço de artesanato e oferece oficinas culturais, além da exposição permanente sobre a comunidade, com fluxo de 400 a 500 pessoas por semana. “Gera um clima de insegurança, insatisfação e indignação também, já que aqui é um espaço importante em relação à memória, para a Maré e para a cidade. Se a gente sair por causa da especulação imobiliária, é ate um contrassenso, porque a entrada do Estado pressupõe segurança para o território acompanhada de educação, cultura e cidadania, e vai levar a saída de um espaço de referência para o morador da Maré”, destacou o diretor.

Um dos participantes do ato, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) disse que pretende fazer pressão política para que o espaço seja mantido. “Não é só o morador da Maré que tem que lutar para a manutenção do museu, eu acho que a cidade inteira não pode permitir que um espaço de cultura seja ameaçado porque o Estado resolveu entrar aqui. A primeira consequência da entrada do Estado seria a perda de um dos espaços culturais mais importantes que a cidade tem? Isso não faz o menor sentido. Então eu espero que esse prédio possa ser desapropriado e entregue à cultura do Rio de Janeiro, não só aos moradores da Maré.”

O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), Aderson Bussinger, foi ao ato para entender melhor a questão, depois de a entidade ter recebido uma carta relatando o caso. De acordo com ele, a OAB se compromete em fazer um parecer jurídico sobre a situação.

“Durante a semana eu pretendo designar um advogado civilista especialista em direito imobiliário para fazer um parecer sobre essa situação, [examinar] a legislação de museus, para analisar isso não só do aspecto possessório, mas do aspecto cultural. Vamos reunir tudo isso e vamos fazer um parecer jurídico da OAB a respeito desse problema. Solidários nós somos, porque isso aqui é uma iniciativa cultural e só tem a contribuir positivamente para o local.”

Moradora da Maré, a dona de casa Maria José Correia, 40 anos, relata que as duas filhas, de 3 e 15 anos, frequentam o museu e, se ele fechar, elas ficarão sem atividades. “Eu vim apoiar porque minha filha pequena faz balé e a maior faz hip hop. É importante porque as crianças, em vez de ficar na rua, ficam aqui, têm várias atividades. Eu acho importante para a comunidade. Se fechar é ruim porque tudo que tem aqui vai acabar, tem muita coisa.”

O apoio ao museu veio também de moradores de outras parte da cidade, como a artista plástica Marta Pires Ferreira, de 75 anos, que vive em Santa Teresa. “Vim com uma turma para dar um apoio para o museu. Eu acho importantíssimo isso aqui, é um patrimônio histórico, de memória, de resistência. Estou realmente impressionada com a organização do museu e a beleza do trabalho.”

O guia de turismo Janderson Dias mora na favela do Cerro-Corá, na zona sul, e diz que o Museu da Maré é uma inspiração para outras comunidades. “A gente tem o mesmo projeto de criar um museu no Cerro e a gente veio aqui apoiar o Museu da Maré e juntar forças nessa luta. Lá no Cerro, a gente não tem um espaço para dizer que é nosso e fazer nossas atividades. Aqui na Maré tem esse espaço tão grande, que é uma referência para a gente, que quer preservar a memória do Cerro-Corá. Deixar esse espaço se perder é muito triste. O Museu da Maré resiste tanto pelos moradores daqui quanto pelos moradores de fora.”

Projeto prevê apresentações culturais mensais em escolas

As escolas da rede pública poderão passar a contar com apresentações culturais mensais. É o que propõe o projeto de lei (PLS 281/2014) do senador Fleury (DEM-GO), que altera a Lei nº 13.018/2014, que criou a Política Nacional de Cultura Viva. A proposta será analisada, em decisão terminativa, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
De acordo com o projeto, os eventos serão promovidos por meio de uma parceria entre as escolas públicas e os Pontos e Pontões de Cultura, formados por grupos, coletivos e entidades sem fins lucrativos que constituem elos entre a sociedade e o poder público para a realização de ações culturais.
“A inserção obrigatória nas escolas públicas das ações dos Pontos e Pontões de Cultura busca propiciar simultaneamente igualdade de oportunidades e de acesso aos bens culturais a uma grande parcela da população, alienada do consumo cultural, e contribuir no pleno desenvolvimento de crianças, jovens e adolescentes.”, explica Fleury na justificativa do projeto.
De acordo com dados do Perfil dos Municípios Brasileiros (2012), estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a distribuição dos equipamentos públicos culturais no país é insuficiente e se concentra nas áreas mais desenvolvidas. Dos 5.565 municípios brasileiros, 66,1% não possuem centros culturais; 77,6% não possuem teatros ou salas de espetáculos e 89,3% não possuem salas de cinema.